Mulheres que roncam vivem cansadas e rendem menos no trabalho
Dificuldade de concentração e perda de memória são alguns dos efeitos do problema
Dormir é o principio para ter uma boa qualidade de vida, porém, nem todos conseguem ter uma excelente noite de sono. Por isso, pesquisadores da Universidade de Uppsala, na Suécia, foram avaliar um dos maiores males na busca pela noite perfeita: o ronco, com foco nas mulheres.
A avaliação contou 400 pacientes com idades entre 20 e 70 anos e concluiu que aquelas que possuíam o mal noturno não conseguiam descansar adequadamente. Elas já acordam cansadas enquanto um sétimo delas tinha um grande risco de dormir subitamente ao longo do dia. Os pesquisadores alertam que o mal, por si só, merece atenção. Mas, quando começa a interromper a respiração, o problema precisa de tratamento urgente.
A pneumologista Lia Azeredo Bittencurt, da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, explica que, ao dormir, ocorre um relaxamento da musculatura, então é muito freqüente roncar. Porém, é muito simples identificar o agravamento, se a pessoa está roncando e de repente faz um silêncio é sinal de que a garganta fechou, havendo a parada respiratória (apnéia).
O estudo foi feito com base em questionários e através da observação do sono das participantes. Entre os maiores sintomas, também estavam acordar com a boca seca, cefaléia matutina, cansaço, falta de atenção, baixo rendimento no trabalho, alteração de humor, fadiga, dificuldades em concentração, perda de memória e libido, além de sonolência excessiva.
O cirurgião bucomaxilofacial e especialista em cirurgia ortognática Otavio Cintra ressalta que, definitivamente, não é normal roncar, porém uma medida fácil que pode ser feita em casa em frente a um espelho é o Teste de Mallampati. Ao abrir bem a boca, tente ver a úvula (sininho da garganta). Caso não consiga visualizá-la procure um médico, pois pode ser sinal de apnéia do sono.
fonte: site Minha Vida
Inserida dia 24/11/2008
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