Instituto de Medicina e Sono : Dr. J. Shigueo Yonekura
 

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Sonolência diurna afeta mais de 20% da população adulta - Jornal Cidade (novo)

reportagem publicada dia 18 de abril de 2009 no Jornal Cidade de Rio Claro


A sonolência diurna excessiva é o sintoma mais comum dos distúrbios do sono, afetando cerca de 20% da população adulta. Pessoas com sonolência diurna apresentam risco maior de acidentes de trabalho e com veículos motorizados. Prejuízo significativo na qualidade de vida é um achado comum nestes indivíduos.



(Da Redação) - A sonolência diurna excessiva é o sintoma mais comum dos distúrbios do sono, afetando cerca de 20% da população adulta. Tem como causa mais comum a privação do sono impulsionada por fatores sociais ou econômicos. "O uso da internet, informações sobre o mercado de ações a qualquer hora do dia e a televisão durante toda a noite incentivam cada vez mais a privação do sono. O volume de trabalho também faz com que o período da noite deixe de representar sono e descanso para grande parte da população. Muitos trabalhadores se revezam entre os períodos noturno e diurno ou até vivem trocando a noite pelo dia", afirma o neurologista Shigueo Yonekura, do Instituto de Medicina e Sono de Piracicaba e Campinas.
O médico destaca que doenças como síndrome da apneia obstrutiva do sono, narcolepsia e síndrome das pernas inquietas podem provocar a sonolência. Alguns transtornos de origem psíquica, como a depressão, também estão ligados ao problema.
Pessoas com sonolência diurna apresentam risco maior de acidentes de trabalho e com veículos motorizados. Um prejuízo significativo na qualidade de vida é um achado comum nestes indivíduos. "Quem sofre de sonolência excessiva diurna deve procurar ajuda para que as causas sejam investigadas, já que as consequências podem ser significativas, como acidentes de trânsito e trabalho", diz o neurologista.
Segundo Shigueo, muitas pessoas têm um período temporário, geralmente no início da manhã, em que se sentem sonolentas, mas esse desejo de tirar uma soneca rápida é diferente da sonolência diurna excessiva. "A prevalência da sonolência diurna traz problemas para a saúde, pode provocar irritabilidade, falta de concentração, prejudicar o desempenho profissional e acadêmico, além de comprometer as funções psicossociais", explica o médico.
De acordo com o neurologista, o diagnóstico da apneia do sono, que provoca sonolência excessiva diurna, pode ser feito através da polissonografia, um exame realizado no laboratório do sono. "O exame permite testar durante o sono os potenciais elétricos da atividade cerebral, dos batimentos cardíacos, os movimentos dos olhos, a atividade muscular, o esforço respiratório, a saturação do oxigênio no sangue, o movimento das pernas e outros parâmetros", diz Shigueo.
Já o diagnóstico da síndrome das pernas inquietas é baseado no exame clínico e na história fornecida pelo paciente. A polissonografia tem papel importante para um diagnóstico preciso. No caso da narcolepsia, é avaliado o quadro clínico e feito o teste de latência múltipla, realizado no laboratório do sono durante o dia.`
Para evitar os efeitos da sonolência diurna, Shigueo recomenda estabelecer uma boa higiene de sono. "Dormir em um ambiente confortável, fresco e quieto, ir para a cama no mesmo horário todas as noites e levantar sempre na mesma hora pela manhã podem ajudar o paciente", finaliza o médico.


Inserida dia 18/4/2009

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