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Calor prejudica produtividade e sono de brasileiros-Jornal Nacional (REDE GLOBO)

Mesmo quem não percebe que teve o sono interrompido pode sofrer as consequências de uma noite de calor. Para desfrutarmos de relaxamento, o cérebro precisa baixar a temperatura do nosso corpo.
Se, por um lado, o calor ajuda a algumas atividades econômicas, pelo outro, afeta a produção do trabalhador. As altas temperaturas estão tirando o sono de muita gente.

O calor que tem invadido as madrugadas está tirando o sono de muita gente. Há quem abra as janelas, mantenha os ventiladores ligados e, mesmo assim, permanece acordado a noite inteira.

"Eu estou há uns cinco ou seis dias com insônia por causa do calor", conta a jornalista Kátia Lima.

E, sem descansar, uma hora é preciso sair da cama de vez. “Parece um dia longo", ela reclama.

Se é difícil administrar o próprio sono nas noites de verão, é ainda mais complicado quando se tem crianças em casa. "Elas acabam me chamando para tomar água, aumentar o ventilador", reclama a dona-de-casa Fernanda das Graças.

Mesmo quem não costuma perceber que teve o sono interrompido pode sofrer as consequências de uma noite de calor. É que, para desfrutarmos de níveis profundos de relaxamento, o cérebro precisa baixar a temperatura do nosso corpo. Um esforço silencioso, mas redobrado, que pode consumir boa parte das energias que tanto precisamos ao longo do dia.

O neurologista Shigueo Yonekura, especialista em distúrbios do sono, explica que o nosso organismo precisa manter uma temperatura interna de 27°C, para que o metabolismo seja capaz de proporcionar uma boa noite de sono.

"As pessoas que dormem em um dia de calor e não aprofundam o sono desenvolve muitos microdespertares à noite e, no dia seguinte, está cansado, lento e irritado. É até perigoso porque pode estar relacionado a acidentes automobilísticos e de trabalho", explica o neurologista.

“Eu tenho dor de cabeça também por conta de não dormir bem. Fico com aquele corpo meio moído”, revela Kátia.

“Cai a produtividade um pouquinho só, mas eu tento mostrar que não”, confessa a vendedora Sirlei Sozo Oliveira.


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Inserida dia 01/04/2009

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