Instituto de Medicina e Sono : Dr. J. Shigueo Yonekura
 

Piracicaba
Av. Independência, 2533
Bairro Alto
Tels 19 3434.3625 / 3422-6070

Campinas
Rua Tiradentes, 279
Vila Itapura
Tel 19 3232.0588.

 
 

Posso dormir aí com vocês? revista Pais & Filhos

reportagem publicada na revista Pais & Filhos
28 de fevereiro, 2008

por MARJORIE RODRIGUES, filha de Léia e Joaquim

Posso dormir com vocês hoje?” Todo pai já ouviu essa frase uma ou outra vez. Às vezes, uma E outra vez. Dos 3 aos 6 anos, as crianças passam por uma fase em que os pesadelos ocorrem com mais freqüência. Nessa época da vida, fantasia e realidade ainda não são muito separadas. Uma vez OU outra, não tem o menor problema, a gente até gosta de dormir agarradinho com o filho (depois eles crescem e gente sente saudades disso), mas toda noite não dá.
Todo mundo sonha de quatro a cinco vezes ao dia. É possível que essa capacidade esteja desenvolvida já dentro da barriga: pelo ultra-som é possível ver os olhos do feto se movendo rapidamente – é o chamado REM (rapid eye movement), que acontece na fase mais profunda do sono. É nesse estágio que 90% dos sonhos aparecem. O médico do Instituto do Sono Shigueo Yonekura, pai de Vitor e Claudia, conta que tanto sonhos como pesadelos servem para gravar o que a gente aprendeu de dia. Sonhar consolida a memória. Os sonhos maus só são considerados um problema quando recorrentes.
A descoberta da relação direta entre sonhos e memória foi feita em 1893, por uma psicóloga, a americana Mary Calkins. Acordando os pacientes assim que começavam a sonhar, ela descobriu que 89% dos sonhos têm conteúdo relacionado aos acontecimentos do dia anterior. Sete anos depois, Sigmund Freud lançou o livro A Interpretação dos Sonhos, um marco da psicanálise. A obra trata os sonhos como caminhos para o inconsciente. Para ele, é sonhando que realizamos os desejos reprimidos.
O conteúdo dos pesadelos costuma estar relacionado ao desenvolvimento: crianças pequenas sonham com o medo de se separarem dos pais. Na idade pré-escolar, aparecem monstros. Depois, os sonhos começam a ter relação com perigos mais “reais”, como a morte. Ou seja: é tudo normal. E normal para a vida toda: 50% dos adultos têm pesadelos.

OS PESADELOS SÃO MAIS COMUNS NOS PERÍODOS DE ANSIEDADE E TENSÃO. OU SEJA, PODEM FUNCIONAR COMO UM AVISO DE QUE ALGO NÃO VAI BEM. OS PAIS TÊM DE TER SENSIBILIDADE PARA PERCEBER SE HÁ ALGUM PROBLEMA. QUANDO O FILHO ACORDAR CHORANDO, DÊ AQUELE CONFORTO QUE SÓ PAI E MÃE SABEM DAR.
Posso dormir aqui com vocês?- revista Pais e Filhos (novo)
A criança pode ficar um pouco na sua cama, mas, depois disso, é melhor voltar para o próprio quarto. Tente, aos poucos, fazer com que ele se acostume à escuridão, já que o cérebro precisa dela para produzir hormônios. Se forem vários pesadelos ao longo da noite, é bom ficar alerta. As crianças que têm o sono muito interrompido podem ter dificuldades de aprendizado e o crescimento prejudicado, pois é à noite que o hormônio do crescimento é produzido em maior quantidade. Fique de olho também na maneira como seu filho acorda. Em caso de terror noturno, um distúrbio do sono, ele acorda ou senta na cama agitado, suado e com expressão de susto.
Para que você e seu filho durmam bem, crie uma rotina para a hora de ir para a cama. Também é bom evitar que ele assista a filmes assustadores, óbvio. E, depois da historinha, desligue a luz, dê beijo de boa noite e tchau. É fase e, como outras, logo passa.

reportagem completa acesse



Inserida dia 28/3/2008

+ artigos


 

 

© 2006 Instituto de Medicina e Sono. Todos os direitos reservados.